MARINA MACHUCA é uma piracicabana de 18 anos. Uma cara-de-bolacha que ama música, informação e claro, cinema. Fã do ócio e estudante de jornalismo nas horas vagas, alimenta uma paixão doida pela sétima arte desde os remotos tempos do VHS. Aquariana com ascendente em Escorpião e sócia no Clube das Canalhas.


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I’m Gonna Crawl 

                “Que banda é essa?”, eu perguntei ao meu ex-namorado numa bela tarde de sábado enquanto estávamos deitados no sofá. Quase levei um tapa na cara: “Como assim? É  Led Zeppelin, porra!”.

                Foram 16 anos desperdiçados sem conhecer os deuses absolutos do rock. Mas tudo bem, no mesmo dia em que os ouvi pela primeira vez, recheei o meu pen drive com a discografia e fui ser feliz. Led Zeppelin virou minha doença, minha paixão e o meu despertar para o mundo do rock de verdade.

                Tudo começou com “Since I’ve Been Loving You”. Eu aprendi o que é um solo de guitarra verdadeiro e a sentir a vibe que só uma música na qual absolutamente tudo está em harmonia pode causar.  E claro, a voz do Plant simplesmente me levou para outras dimensões…

“I’ve been working from seven to eleven every night. I said it kinda makes my life a drag, drag, drag, drag. Lord, that ain’t right.”

                Foi a partir daí que minha concepção musical começou a mudar. Percebi que muitas bandas que eu ouvia só faziam uma imitação barata e reaproveitavam o legado que os grandes gigantes tinham deixado. Em suma, não era nada original. O original estava no passado, o bom estava no passado. Hoje quando ouço as bandas que me deliciavam na pré-adolescência, só consigo me atentar às letras fracas, à falta de criatividade e de química entre os integrantes. Não que todas as bandas atuais sejam assim, mas falta muito feijão para chegarem ao nível Zeppeliniano. Minha história de amor com o rock’n roll começou aí.

                Led é o tipo de banda que tem um repertório de ótima qualidade pra qualquer situação. Sério. Experimente uma noite de grandes aventuras e loucuras com os amigos ao som de “Rock’n Roll” ou “Black Dog”, ou então uma vibe bem positiva e “natural” ouvindo “No Quater”, e ainda tá pra nascer uma mulher que não se derreta com “Thank You”.

                É válido demais sair das amarradas modernas, entrar no túnel do tempo e apreciar essa banda que revolucionou a música, deu base para outras centenas (ou milhares) de outras bandas e chegou a um nível atemporal de qualidade. E mesmo que o Led não se torne AQUELA BANDA pra você, pelos menos abrir os seus olhos para novos horizontes musicais ela vai. Eu agarantxu.